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EDP avalia Renováveis 35% abaixo do preço pago pelos chineses

António Mexia fez de uma assentada dois grandes negócios: venda da Naturgas e OPA à Renováveis

A OPA que a EDP lançou sobre a sua empresa de energias limpas avalia-a abaixo dos valores implícitos em anteriores negócios com a China Three Gorges. António Mexia não explica porquê

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

Há nove anos em bolsa, a EDP Renováveis ficará para a história do mercado de capitais português como um dos mais fabulosos capítulos escritos sobre a relação entre empresas cotadas e investidores: quem aderiu à oferta pública de venda de junho de 2008 nunca recuperou os oito euros por ação então fixados para abrir a terceiros o capital do braço de energias limpas da EDP. E hoje, com uma oferta de 6,8 euros em cima da mesa, a esperança de recuperar o capital investido é, ainda mais, uma miragem.

Mas esta história, que conhece agora uma nova página, com a possibilidade de a EDP recuperar os 22,5% da Renováveis que foram dispersos em bolsa e retirar a empresa do mercado, tem contornos que geram interrogações. A oferta pública de aquisição (OPA) lançada na segunda-feira à noite oferece aos acionistas uma contrapartida que avalia a EDP Renováveis em menos 35% do que a avaliação feita no final de fevereiro pela China Three Gorges na compra de uma carteira de ativos da mesma EDP Renováveis. Porquê a discrepância?

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  • As ações da EDP Renováveis estão a disparar quase 10% no PSI20, ultrapassando o valor de 6,8 euros da OPA (oferta pública de aquisição) lançada esta segunda-feira. As ações já estiveram a subir 10,26%, para 6,91 euros, o que corresponde ao valor mais elevado desde o final de outubro