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Quebrar a promessa de privacidade para apanhar terroristas é legítimo?

A tecnologia do WhatsApp não permite o acesso às mensagens por parte da polícia

Dois minutos antes de atravessar a ponte de Westminster, atropelando vários transeuntes e esfaqueando um polícia, o responsável pelo ataque mandou uma mensagem pelo Whatsapp. O debate está lançado: devem os serviços britânicos poder aceder às mensagens – e obrigar a aplicação a comprometer a privacidade que prometeu aos milhões de utilizadores?

Basta entrar no website oficial do Whatsapp, a aplicação que é usada para trocar mensagens, vídeos e chamadas em tempo real e famosa graças às populares conversas de grupo, para tirar as dúvidas. Lá está a garantia: um dos pilares principais da aplicação é a “segurança por definição” que oferece, assegurando que a “encriptação completa” tem sido aumentada nas últimas versões do sistema. Tradução: “As suas mensagens e chamadas nunca poderão ser consultadas pelo Whatsapp, nem por terceiros”.

“Segurança” é a palavra-chave no website, que estabelece este como o ponto forte da aplicação, construída para permitir que exclusivamente o transmissor e o destinatário de uma mensagem sejam capazes de a ler. Com um grande problema: é essa mesma segurança que está a impedir os serviços de segurança britânicos de ler a mensagem que o protagonista dos ataques de Westminster, Londres, na semana passada, terá enviado via Whatsapp apenas dois minutos antes de conduzir um veículo contra os transeuntes e a seguir esfaquear mortalmente o polícia Keith Palmer, perto do Parlamento.

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