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Jeffrey Lazarus: “O tempo é de ação. Os compromissos contra as doenças existem, falta concretizá-los”

Um cientista da Organização Mundial de Saúde que se dedica a estudar as políticas europeias para o controlo e eliminação do VIH e das hepatites virais esteve em Portugal e analisou o que aqui se faz. Em entrevista ao Expresso Jeffrey Lazarus alerta que é preciso ter lideranças nacionais que façam os países cumprir as metas fixadas

Jeffrey Lazarus esteve em Portugal e daqui seguiu para a Espanha para falar sobre a necessidade de combater o VIH e as hepatites virais.

Jeffrey Lazarus esteve em Portugal e daqui seguiu para a Espanha para falar sobre a necessidade de combater o VIH e as hepatites virais.

d.r.

Investigador da Organização Mundial de Saúde (OMS) e das universidades de Oxford e de Copenhaga, Jeffrey Lazarus foi um dos principais oradores do encontro sobre virologia que se realizou em Óbidos há duas semanas. Reconhece o esforço e o mérito da opção portuguesa em tratar todos os doentes com Hepatite C, mas sublinha a necessidade de testar as pessoas que fazem parte dos grupos de risco de infeção por VIH.

Mas, mais do que preocupado apenas com números e com metas, Jeffrey Lazarus estudou o impacto destas doenças crónicas na qualidade de vida dos infetados. Porque mais do que estratégias de tratamento, controlo e erradicação dos vírus, é a vida das pessoas que tem de estar em causa, defende. Avança mesmo que os compromissos estão assumidos, falta colocá-los no terreno, transformando-os em mudança.

Quais foram as principais conclusões da reunião em Óbidos sobre as doenças virais?
As principais discussões rodaram à volta da necessidade de testar e realizar o diagnóstico das pessoas que não estão conscientes de que estão infetadas pelo VIH ou pelas hepatites virais. E que, por isso, por não sabem que estão doentes e, logo, não recebem o tratamento de que necessitam. Este é realmente o grande tema que nos preocupa: como levar as pessoas dos grupos de risco a serem examinadas?

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