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Massacre em Barcelos. Quatro pessoas esfaqueadas até à morte

lucília monteiro

O suspeito cumprira pena por agressões à sogra e ex-mulher. As vítimas testemunharam contra ele em tribunal

Abílio Ferreira

Abílio Ferreira

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Jornalista

Lucília Monteiro

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Fotojornalista

Manhã sangrenta numa freguesia de Barcelos (Tamel São Veríssimo), associada a um santo perseguido e martirizado que, segundo a lenda, acabou degolado. O suspeito de quatro mortes, entre as quais uma mulher grávida de sete meses, parece ter seguido o guião dos carrascos de São Veríssimo. António Briote, 60 anos, reformado da indústria têxtil, esfaqueou na zona do pescoço as quatro vítimas, todas suas vizinhas. Três delas na própria casa e uma outra em plena rua, quando terá tentado socorrer o casal que vivia em frente.

O que há de comum entre as vítimas é o facto, segundo a versão dominante no local, de todas elas terem testemunhado contra o suposto homicida no caso de violência doméstica e de agressão com uma barra de ferro à sogra e a uma cunhada. A posse da casa depois do divórcio estaria na base das desavenças. António vivia sozinho (a ex-mulher emigrou para a Escócia) e regressou à liberdade em dezembro, depois de cumprir pena de prisão. É descrito pelos vizinhos “como uma pessoa reservada e pouco sociável”, mas ninguém esperaria uma “loucura destas como se fosse um ataque terrorista”.

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