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Como 20 toneladas de combustível são uma boia para o paquete “Funchal”

“Funchal” (em segundo plano”) e “Porto”, ancorados no Cais da Matinha: uma imagem tirada na semana passada mas que já faz parte da paisagem ribeirinha de Lisboa desde janeiro de 2015

Alberto Frias

Ainda sem a venda concretizada ou o pagamento de salários em atraso aos tripulantes efetuado, os navios “Funchal” e “Porto” tiveram nesta sexta-feira a maré a favor. A falta de combustível estava a deixar os paquetes perto do ponto crítico, com a iminente falência dos sistemas a bordo, incluindo os de segurança

Paulo Paixão

Paulo Paixão

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Jornalista

Alberto Frias

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Fotojornalista

O “Funchal”, o mítico paquete da marinha mercante portuguesa, que desde janeiro de 2015 se encontra ancorado no Cais da Matinha, em Lisboa, recebeu na manhã desta sexta-feira 20 toneladas de combustível. Para já, o abastecimento virá salvar o navio (assim como o “Porto”, ancorado mesmo ao lado) do cenário negro que se aproximava.

O “Funchal” estava praticamente a ficar sem energia, o que impediria o funcionamento de equipamentos a bordo. Neste quadro, a segurança do navio (por exemplo, em caso de incêndio) ficaria seriamente comprometida, pois não haveria como acionar os sistema de combate ao fogo. E se ainda restava algum combustível nos tanques, que não eram abastecidos desde dezembro do ano passado, é porque desde essa data quase tudo tem funcionado em modo de poupança. Por exemplo, máquinas que necessitam de uma manutenção permanente só eram ligadas apenas “durante três horas por dia”, segundo fontes da tripulação. A meio desta semana começaram mesmo a ser consumidas as “reservas” de combustível, segundo apurou o Expresso.

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