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Esquema russo de lavagem de dinheiro passou por Portugal

O banco moldavo Moldindconbank foi usado no esquema fraudulento criado na Rússia

Foto Gleb Garanich/Reuters

A investigação jornalística internacional “The Russian Laundromat” teve acesso a dados que mostram de onde veio e para onde foi parte dos 20 mil milhões de dólares suspeitos de terem sido branqueados a partir da Rússia entre 2011 e 2014. Há duas empresas portuguesas referenciadas como destinatárias de mais de 200 mil euros no ano 2013

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

Há pelo menos duas empresas portuguesas referenciadas na investigação jornalística “The Russian Laundromat”, sobre um esquema de lavagem de dinheiro criado na Rússia que entre 2011 e 2014 terá branqueado mais de 20 mil milhões de dólares, a partir de 19 bancos russos. A informação disponibilizada pelo projeto OCCRP, de investigação de corrupção e crime organizado, revela que a Endutex, têxtil instalada no distrito do Porto, e a Fabesco, empresa que esteve instalada na Zona Franca da Madeira, foram o destino final de 229 mil dólares (212 mil euros ao câmbio atual) oriundos de contas que alegadamente integraram o esquema russo de branqueamento de capitais.

Os dados relativos a Portugal são uma gota de água nos montantes que terão sido branqueados, segundo a investigação jornalística, que inclui meios como o jornal russo “Novaya Gazeta”, o britânico “The Guardian” e o alemão “Süddeutsche Zeitung”. A informação publicada no site do projeto OCCRP indica que no final de 2013 a Endutex Revestimentos Têxteis SA terá recebido 142 mil dólares provenientes de contas envolvidas no esquema russo, enquanto a Fabesco Consulting Unipessoal Lda terá sido o destino de 87 mil dólares.

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