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“O meu filho tem nome: é o Tomás. Não é o Tomás trissomia 21”

Tomás faz três anos em agosto

Foto cedida por Andreia Paes de Vasconcellos

Chamam-lhe o cromossoma do amor. Tomás tem este extra. Ainda antes de nascer, a mãe sentia que trazia no ventre um menino especial. Chegou umas semanas mais cedo do que o previsto e com os olhos mais rasgados. A trissomia 21 entrou de rompante na vida da família. O medo do desconhecido foi desaparecendo e deu lugar a um amor inexplicável. Esta terça-feira assinala-se o Dia Internacional da Trissomia 21. Em Portugal, estima-se que nasçam todos os anos entre 30 e 40 crianças com esta condição genética (não é uma doença)

Pelos corredores da maternidade, Andreia e Bernardo caminhavam de um lado para o outro. Havia um misto de felicidade e medo. Ao colo, tinham Tomás, que nascera algumas horas antes. A noite de 6 de agosto de 2014 foi longa. A madrugada também. Era o primeiro filho, o primeiro sobrinho, o primeiro neto: Tomás era o primeiro tudo. Os olhos mais rasgados do recém-nascido e algumas características físicas fizeram os médicos desconfiar de que algo não estava bem.

A suspeita de Trissomia 21 (t21) entrou de rompante na vida de Andreia e Bernardo, ambos com 30 anos. O momento que deveria ter sido vivido em pleno foi assombrado pelo receio do desconhecido. Naquela noite, a mãe não dormiu. Ficar com os olhos abertos significava fugir aos pensamentos.

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