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Câmara de Lisboa pode triplicar receitas com outdoors

A adjudicação deve ser formalmente feita antes das eleições autárquicas agendadas para o outono

José Caria

Concurso para a exploração das redes de mupis e de grandes formatos publicitários digitais em Lisboa prevê receita mínima de 6,250 milhões por ano. Operadores temem que modelo do concurso ponha em causa a concorrência no sector da publicidade exterior em Portugal

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai passar a receber pelo menos 6,250 milhões de euros por ano pela cedência da exploração comercial de toda a rede de publicidade exterior da cidade. Este é o valor que resulta das remunerações mínimas exigidas pela CML nos lotes do concurso aberto este mês para os novos contratos válidos para os próximos 15 anos: 4 milhões de euros é o valor base de licitação para os operadores interessados em explorar apenas a rede de pequenos painéis publicitários ('mupis'); 2,250 milhões de euros é o montante mínimo exigido aos interessados em garantir a exploração da rede de grandes formatos digitais. Quem quiser fazer uma proposta conjunta pelos dois lotes terá de licitar a partir dos 6,5 milhões.

Tendo em conta que atualmente a rede de publicidade exterior em Lisboa gera aos cofres da Câmara cerca de 2,7 milhões de euros por ano, fontes do sector ouvidas pelo Expresso consideram como mais do que provável que as propostas a concurso acabem por pelo menos triplicar os ganhos atuais da Câmara. Até porque, ao aumento da receita acresce o facto de o novo concurso também permitir uma poupança aos cofres da autarquia, dado que os custos de energia que anteriormente eram suportados pela CML passam, na sequência deste concurso, a ser pagos pelo(s) operador(es) publicitário(s) que vencer(em).

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