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Um cabaré ao fundo do beco

O chef José Avillez fotografado no restaurante Beco, junto das bailarinas do espetáculo, momentos antes de atuarem

nuno botelho

Lisboa não é um cabaret, mas voltou a ter um no novo espaço do Chefe José Avillez, que recria a boémia de outros tempos e combina um menu de degustação com um espetáculo sensual para assistir à mesa

Bernardo Mendonça

Bernardo Mendonça

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Jornalista

Nuno Botelho

Nuno Botelho

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Fotojornalista

A noite arranca logo com mistério. Um mestre de cerimónias aborda-nos num recanto do Bairro do Avillez, em Lisboa, pedindo-nos uma senha de acesso ao Beco — um novo cabaret que combina um espetáculo de variedades com um serviço de alta cozinha. Improvisámos uma senha (no nosso caso) e somos convidados a entrar por uma passagem secreta (um falso armário) até um outro mundo. Um truque cénico acertado que nos leva a mergulhar num espaço de boémia e sensualidade q.b., mas com sofisticação e intimismo.

Parecemos ter entrado num clube clandestino, mas de gabarito, e somos logo envolvidos pela poesia da arquitetura. O teto em abóbada denuncia que no passado aquele lugar, que outrora pertenceu ao Convento da Trindade, já foi uma capela. De capela a cabaret. Do sagrado ao profano. Agora alimento não só para a alma, mas para os sentidos. O ambiente é à média luz, os veludos são vermelhos, há pequenos candeeiros e sapos ao balcão, mas o que se repara em primeiro lugar é no monumental desenho de uma mulher desnuda na parede, ao fundo do bar (Obra da artista Henriette Arcelin). Parece ser Dita Von Teese, a diva americana do burlesco. Estão servidas as primeiras pistas para a experiência sensorial que se segue...

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