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Podem as acusações sobre escutas levar à destituição de Trump?

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No mínimo, as acusações sobre alegadas escutas de Obama na Trump Tower são “irresponsáveis”, garantem especialistas em Direito Constitucional. Há quem defenda que se as provas não aparecerem – hipótese defendida por legisladores republicanos e democratas - é caso para destituição

Não parecia haver dúvidas a assolar o espírito de Donald Trump quando, há 13 dias, o Presidente dos Estados Unidos recorreu ao Twitter para acusar Barack Obama de o ter escutado na Trump Tower durante a corrida presidencial de 2016. Na série de tweets em que falava especificamente sobre “escutas”, Trump comparava o possível escândalo às proporções do Watergate e chamava a Obama “um tipo mau (ou demente!”). Em tudo isto havia uma sugestão clara: o atual Presidente estaria na posse de provas recém-descobertas sobre as supostas escutas de Obama ou não tivesse escrito: “Terrível! Acabei de descobrir que Obama me escutou na Trump Tower mesmo antes da vitória”.

Na altura, o porta-voz de Trump, Sean Spicer, assegurava que os tweets falavam “por si próprios”, recusando fazer novos comentários, e o Presidente pedia à comissão da Casa dos Representantes que está a investigar a alegada interferência russa nas eleições de novembro para incluir também estas acusações “perturbadoras” na investigação. Entretanto, surgiram vários elementos que sugerem que a Casa Branca poderá ser obrigada a recuar nas acusações – primeiro esta quarta-feira, quando o líder do Comité de Inteligência da Casa dos Representantes, Devin Nunes – um legislador republicano – veio a público dizer não ter “quaisquer provas de que [a vigilância ordenada por Obama na Trump Tower] aconteceu”.

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