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Enganos, mentiras, verdades. Resposta a Daniel Oliveira (por Jaime Nogueira Pinto)

Nunca respondo a insultos pessoais, mesmo aos ditados por divergências ou ódios ideológicos. Abro aqui uma exceção, pois achei tão absurdas e graves as suas considerações, que me pareceu apropriado confrontá-lo diretamente sobre elas

Jaime Nogueira Pinto

Luis Barra

Depois de ter comentado esta “polémica” num texto equilibrado e justo, o Daniel Oliveira passa a concluir, num segundo artigo – a partir da leitura do comunicado do Prof. Caramelo de 13 de março e do comunicado do Conselho da Faculdade – , coisas que, a serem verdade, fariam de mim um dos maiores embusteiros de um país onde eles não faltam.

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  • O dia em que fui enganado por Jaime Nogueira Pinto

    A verdade é que o diretor da FCSH, depois de perceber que havia riscos de segurança e que, em reação, a Nova Portugalidade se preparava para levar “gorilas” externos à instituição para dentro da faculdade, propôs um adiamento do debate a Jaime Nogueira Pinto. E que ele próprio aceitou, concordando que não estavam garantidas as condições para que a sessão se fizesse. No minuto seguinte, estava a contar ao “Observador” como tinha sido vítima de uma vil censura. Apesar de ter sido movido pela repulsa que sinto perante qualquer tentativa de limitar a liberdade de expressão, sobretudo quando é o meu lado que as leva a cabo, devo um pedido de desculpas à direção da FCSH e aos meus leitores. Se é verdade que cerca de 30 estudantes tentaram impedir um colóquio e que isso é condenável, tudo o resto não passou de uma fabricação de um grupo de extrema-direita que, nas páginas de facebook, assumiram que se tratava de um golpe de “publicidade grátis” e de uma manipulação de Jaime Nogueira Pinto. Caí como um patinho no conto do vigário

  • É verdade que os rapazes da Nova Portugalidade só lutam pela liberdade de expressão se for a sua – o seu principal dirigente partilha no facebook uma foto tirada em Santa Comba Dão, em que se ajoelha perante uma lápide “para honrar o professor Oliveira Salazar”. Mas nem por isso têm menos direito à palavra do que qualquer outro estudante. É verdade que a direção da FCSH se disponibilizou para organizar outro evento com o mesmo tema e incluindo Nogueira Pinto. Mas não me parece que caiba ao diretor limitar o direito à dissertação solitária do conhecido historiador. E é verdade que a Associação 25 de abril ofereceu o seu espaço a sessão, mostrando aos salazaristas o que a distingue deles. Mas isso não apaga o erro dos estudantes. Nunca vi Nogueira Pinto associado a qualquer grupo violento ou que promovesse qualquer ato inconstitucional. Pelo contrário, respeita todas as regras democráticas de pluralismo e debate sempre com civilidade os seus (nada recomendáveis) pontos de vista. Os jovens da FCSH não só aguentariam ouvi-lo com ganhariam muito em discutir com ele. Quando estudantes pouco familiarizados com as regras democráticas o tentam calar e o tratam como se trataria um criminoso não combatem os inimigos da democracia. Apenas os tornam mais respeitáveis