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Yehuda Bauer: “A humanidade nunca aprende com o passado”

Yehuda Bauer (na foto, à esquerda) é uma das vozes mais críticas do Governo de Benjamin Netanyahu Foto David Silverman/Getty Image

Foto David Silverman/Getty Image

É um dos mais eminentes historiadores do Holocausto e dos genocídios. E, aos 91 anos, tem estado ativo no acompanhamento do estado de um mundo onde os nacionalismos estão a renascer. Ao telefone desde Jerusalém, este israelita nascido em Praga comentou as eleições holandesas e falou sobre a situação na Europa, nos Estados Unidos e no seu próprio país

Yehuda Bauer é, aos 91 anos, um homem com história. Estava lá quando a guerra estalou na Europa e a sua família conseguiu fugir de Praga rumo à Palestina apenas horas antes da invasão da Checoslováquia pela Alemanha nazi. Estava lá também quando nasceu o Estado de Israel, em 1948. Porém, foi em Cardiff, no País de Gales, que o homem com história se tornou historiador.

Não um historiador qualquer: um dos mais importantes estudiosos do Holocausto, do antissemitismo e dos genocídios, Bauer é presidente honorário da International Holocaust Remembrance Alliance (IHRA), professor emérito da Universidade Hebraica de Jerusalém e consultor do Yad Vashem. Foi ele o grande conselheiro de Claude Lanzmann para o documentário “Shoa”. Viveu 41 anos num kibbutz, plantou árvores, escreveu perto de 50 livros, teve duas filhas. E generosamente aceitou falar com o Expresso ao telefone desde Jerusalém, onde reside. Dias depois, acedeu voltar a fazê-lo para comentar o resultado das eleições holandesas.

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