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Será que este é mesmo o maior desastre humanitário da História?

Já houve comparações com a II Guerra Mundial, mas no sexto aniversário da guerra na Síria há quem vá mais longe: o nível de destruição que ali se vive “não tem paralelo”. São seis anos de massacres, tortura e muito medo – e já nasceram ali mais de três milhões de crianças que não conhecem nada para além da guerra

O quadro quase podia ser de uma aparente normalidade. Um homem de longas barbas e cabelos brancos está tranquilamente sentado à beira da sua cama, de perna cruzada e cachimbo na mão, entretido a apreciar a música que lhe é oferecida pelo disco de vinil a tocar no quarto. O aparelho onde o disco roda ininterruptamente tem uma particularidade: não precisa de eletricidade, o que é igual a dizer que não está sujeito às constantes interrupções da eletricidade e outros serviços básicos em Alepo, na Síria.

Mas à volta de Mohammed Mohiedine Anis, o homem que nos atrai a atenção neste quadro confuso, há tudo menos paz. A cama em que se senta, como o resto dos móveis, está coberta de escombros; a mesa de cabeceira é pouco mais do que um destroço e as janelas não têm vidros – provavelmente foram-se com os frequentes bombardeios, que esta semana voltaram às notícias. É um quadro perturbador fotografado por Joseph Eid, da Agence France Presse, e que serve como símbolo de uma data que ninguém gostava de estar a marcar no calendário: o sexto aniversário da guerra na Síria.

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