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As revelações de Sampaio: “Fartei-me do Santana como PM, estava a deixar o país à deriva”

Jorge Sampaio foi Presidente da República entre 1996 e 2006

ANTÓNIO PEDRO FERREIRA

Passaram mais de 10 anos e o ex-Presidente não se arrepende. Voltaria a dar posse a Santana sem eleições legislativas (“a maioria tinha todas as condições políticas e constitucionais para continuar a governar de forma estável”) mas voltaria também a demiti-lo. Revelações do segundo volume de “Jorge Sampaio - uma biografia”

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

Fartei-me do Santana como primeiro-ministro, estava a deixar o país à deriva - mas não foi uma decisão ad hominem. (...) Hoje faria o mesmo. De vez em quando é preciso dar voz ao povo - e percebi qual era o sentimento do povo.” É assim que Jorge Sampaio, Presidente da República entre 1996 e 2006, olha para trás, para os vertiginosos anos de 2004 e 2005, quando tomou as decisões polémicas de empossar Santana Lopes como primeiro-ministro sucedendo, sem eleições, a Durão Barroso e de dissolver o Parlamento meses depois, abrindo caminho à maioria absoluta de José Sócrates.

No segundo volume, sobre os anos da Presidência, de “Jorge Sampaio - Uma biografia”, da autoria de José Pedro Castanheira, o ex-chefe de Estado explica pela primeira vez com maior detalhe o que o levou a dar posse a Santana, contra a vontade da maioria da sua Casa Civil e da direção do PS, e como em poucos meses percebeu que a única coisa a fazer era afastar Santana Lopes do poder.

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