Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

Das mentiras aos insultos: uma linha de tensão cada vez mais alta

josé carlos carvalho

Houve três pedidos de defesa de honra no debate quinzenal desta quarta-feira e os momentos de tensão têm subido de intensidade nos últimos meses. O gatilho pode até ser a CGD, o défice ou as offshores, mas rapidamente os temas esbatem-se e volta-se ao mesmo - o passado, as últimas eleições e a intriga política

Raquel Albuquerque

Raquel Albuquerque

texto

Jornalista

José Carlos Carvalho

José Carlos Carvalho

fotos

Fotojornalista

Poderia esperar-se que adjetivos como "reles", "mentiroso", "vil", "ordinário" ou "mal-educado" não fizessem parte de um debate parlamentar. Mas fazem. E ao longo das últimas semanas tornaram-se mais comuns, com o aumento da tensão nos debates quinzenais, ora diretamente entre António Costa e Pedro Passos Coelho, ora entre o Governo e as bancadas da direita. Os três pedidos de defesa de honra feitos no debate desta quarta-feira ilustram esse crescendo.

"Sempre que um deputado ou membro do Governo considere que foram proferidas expressões ofensivas da sua honra ou consideração pode, para se defender, usar da palavra por tempo não superior a dois minutos", lê-se no regimento do Parlamento, definindo o que é a reação a uma ofensa à honra, um dos 12 tipos de uso da palavra que um deputado pode ter na Assembleia da República.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)