Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

Herman e Júlio Isidro. Duas histórias do tempo em que a televisão parava o país

Comemoram-se esta terça-feira 60 anos desde que a RTP iniciou as suas emissões regulares nos Estúdios do Lumiar, em Lisboa, depois de uma fase experimental, na Feira Popular. Muita coisa já foi escrita e dita sobre os primeiros anos da estação pública de televisão, mas há sempre algo mais para contar do tempo em que só existiam dois canais nacionais. Por isso desafiámos Júlio Isidro e Herman José, duas das maiores personalidades da televisão portuguesa, a partilharem um episódio marcante vivido nos bastidores do pequeno ecrã.

Bernardo Mendonça

Bernardo Mendonça

Recolha de testemunhos

Jornalista

ARQUIVO A CAPITAL

O gasolineiro que via em Júlio 'a alegria dos pobres'

Júlio Isidro, apresentador

O episódio que vou contar ilustra bem o papel da RTP enquanto televisão de serviço público. Há uns trinta anos, quando terminei uma temporada do programa “Passeio dos Alegres”, após um último programa especial feito com grande espetacularidade, algures em junho, despedi-me dos telespectadores e meti-me no carro em direção ao Algarve, para gozar sozinho umas férias. Era de noite e, a meio do percurso, parei numa pequena bomba de gasolina que tinha uma casinha de apoio - e lá dentro um pequeno ecrã de televisão iluminado. Estacionei o carro e pedi ao empregado para atestar a viatura com combustível. No momento de pagar o senhor reconheceu-me e diz-me: “Então foi embora a alegria dos pobres?” E eu sorri-lhe e respondi:

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)