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“Se temos de viver com um Presidente que é um enorme idiota, então acredita em mim, querida, vou comprar uma casa no Porto”

O estranho novo disco de Sun Kil Moon, o projeto do complicadamente brilhante Mark Kozelek, está cheio de preocupações – afinal, ele está a envelhecer. Para o músico, há apenas um lugar seguro: Portugal, por quem troca os Estados Unidos e Trump de bom grado

Mark Kozelek está preocupado porque vai fazer 50 anos e já percebeu que tem de se aplicar no exercício físico e deixar o arroz branco e o pão de lado. Ainda por cima, boa parte dos seus ídolos – como Bowie ou Muhammad Ali – faleceram no implacável ano de 2016. Para mais, Donald Trump foi eleito Presidente – nada que ele não previsse, porque conhece o interior do seu país como a palma da sua mão (cresceu no Ohio) e bem viu os cartazes de apoio ao republicano em todos os quintais.

Tudo isto são motivos para estar aborrecido, explica ele no novo disco do seu projeto Sun Kil Moon, adequadamente chamado “Common as light and love are red valleys of blood” (“Comuns como o amor e a luz são os vales vermelhos de sangue”), com o “mundo de loucos” em que vive. A julgar pelas 16 canções que compõem este disco duplo, que marca os 14 anos do projeto e mais de 20 de Mark no mundo da música, há apenas um lugar onde o artista indie-rock se sente seguro, com uma “sensação de calma” no espírito - e é precisamente Portugal, mais concretamente a cidade do Porto.

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