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Ministro do Ensino Superior apela à indústria de bebidas alcoólicas para deixar de patrocinar praxes e eventos estudantis

HUMILHAÇÃO. O ministro do Ensino Superior escreveu uma carta aberta no ano passado apelando ao fim dos atos de “abuso, humilhação e subserviência”. E justificou: “Não posso aceitar mais uma vez o ciclo respetivo de imagens degradantes que nos envergonham.” JOSÉ CARLOS CARVALHO

JOSÉ CARLOS CARVALHO

Manuel Heitor defende a criação de alternativas de integração dos estudantes no ensino superior, que passem por atividades ligadas à ciência, à cultura e ao desporto. É preciso “dar a volta às praxes” e estimular a “abolição total das práticas humilhantes” que ainda as caracterizam, diz em entrevista ao Expresso Diário

Isabel Leiria

Isabel Leiria

texto

Jornalista

Sofia Miguel Rosa

Sofia Miguel Rosa

infografia

Jornalista infográfica

No dia em que foi apresentado o estudo “A praxe como fenómeno social”, pedido pela Direção Geral do Ensino Superior a uma equipa de investigadores das universidades do Porto, Coimbra e ISCTE, o ministro Manuel Heitor reforçou as suas críticas aos “atos de dominação” e “abusos” em que se traduzem muitas das praxes.

Antes do início deste ano letivo, em carta aberta, Manuel Heitor prometeu tudo fazer para que a “humilhação não seja uma tradição académica”. Mas no seu plano de ação não constam “protocolos com a polícia” ou mais regulamentações sobre o financiamento público às associação de estudantes, defende, pondo assim de lado algumas das recomendações deixadas pelos autores do estudo. O que importa, voltou a sublinhar, é estimular práticas alternativas de integração, que passem por iniciativas de cariz científico e cultural, essas sim de acordo com o espírito académico.

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