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Costa quer “repor a verdade” e rebater reportagem da SIC

PARLAMENTO. Governador quer voltar à Assembleia da República. Desta vez, por sua iniciativa

josé carlos carvalho

Para se defender da reportagem da SIC “Assalto ao Castelo”, que deixou na semana passada a reputação Carlos Costa em causa, o governador telefonou no sábado a Teresa Leal Coelho para dizer que estava disponível para ir ao Parlamento - e escreveu-lhe hoje. A carta, a que o Expresso teve acesso, fala de um objectivo de desacreditar o banco central. Bloco e PCP querem que Carlos Costa saia do Banco de Portugal

“É minha responsabilidade, enquanto governador, prestar contas sobre a atuação do banco central, defender a sua reputação e proteger a confiança do público na eficácia e na diligência da supervisão bancária. É sobretudo meu dever, nestas circunstâncias, repor a verdade dos factos e prestar os esclarecimentos que as reportagens deliberadamente ignoraram”, diz o governador Carlos Costa, na carta que enviou esta segunda-feira à presidente da Comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFAP), Teresa Leal Coelho, e a que o Expresso teve acesso.

Carlos Costa, cujo mandato foi renovado no verão de 2015, pouco tempo antes das eleições, pede para ser ouvido e para prestar esclarecimentos sobre o seu papel e o do Banco de Portugal no caso BES, depois de, na reportagem da SIC “Assalto ao Castelo”, ter sido admitido que o governador ignorara informações que lhe teriam permitido afastar mais cedo Ricardo Salgado da liderança do banco da família Espírito Santo.

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  • Na Comissão de Inquérito ao caso BES, Carlos Costa explicou a sua perturbante apatia: “No fim de 2013 o Banco de Portugal não dispunha de factos demonstrados que dentro do quadro então aplicável permitissem abrir um processo formal de verificação de idoneidade” de Ricardo Salgado. E o governador jurava não tinha retirado a idoneidade apenas porque “os condicionamentos legais” não o permitiam. Através da reportagem “Assalto ao Castelo”, da SIC, sabemos que foram os próprios serviços do Banco de Portugal que lhe disseram que tinha todos os instrumentos para afastar Ricardo Salgado. Temos as provas que faltavam para saber que as suas omissões foram conscientes e premeditadas. Carlos Costa é inamovível. Mas a sua permanência como governador do Banco de Portugal afeta a credibilidade da regulação, do sistema financeiro nacional e do País. Em relação ao mal que já provocou, pouco podemos fazer. Resta impedir que continue. Pressionando para que se demita

  • Grande Reportagem SIC: Assalto ao Castelo

    Que papel teve afinal o Banco de Portugal no caso BES? O regulador sabia e não agiu a tempo? O poder de Ricardo Salgado terá ofuscado a atuação da supervisão? O Banco de Portugal omitiu informações aos deputados da Comissão de Inquérito ao BES? Quatro perguntas a que os três episódios da Grande Reportagem da SIC tentarão dar resposta

  • BPI entregou a Carlos Costa um relatório explosivo

    Uma equipa de técnicos do BPI estudou a fundo as contas do Grupo Espírito Santo, referentes a 2010 e 2011. O resultado dessa análise está condensado num relatório, datado de janeiro de 2013. O documento foi entregue em mãos a Carlos Costa. A SIC tem uma cópia desse documento, que irá revelar no episódio 2 da Grande Reportagem “Assalto ao Castelo”, no Jornal da Noite desta quinta-feira