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Administração Trump fez lobbying para libertar a ex-agente da CIA que vive em Lisboa

PROCESSO. Sabrina de Sousa, que tem nacionalidade americana e portuguesa, passou a viver em Lisboa em maio de 2015

ANA BAIÃO

Sabrina de Sousa não foi extraditada para Itália e pode agradecer ao novo inquilino da Casa Branca. Um dos homens que mais pressão fez para que a ex-agente não fosse parar a uma prisão em Milão é um republicano que esteve quase a ser diretor da CIA

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Pete Hoekstra era até há poucas semanas um dos principais candidatos ao cargo de diretor da CIA na Administração Trump. Acabou por perder a batalha para Mike Pompeo. Se tivesse sido nomeado, aquele ex-congressista, de 63 anos, não fecharia a porta ao waterboarding, uma das técnicas de tortura a prisioneiros banida em 2009 pelo Congresso dos Estados Unidos. Republicano próximo do Tea Party, a ala mais conservadora do partido, Hoekstra terá sido um dos nomes influentes usados pela diplomacia norte-americana para travar a extradição da luso-americana Sabrina de Sousa para Itália.

Horas depois da libertação da ex-agente da CIA em Lisboa, Pete Hoekstra desvendava uma parte dos bastidores do processo: “Posso confirmar que isto não teria acontecido sem a extraordinária ajuda da Administração Trump”, disse à FoxNews. O mesmo homem que em 2006 anunciou a existência de 500 armas químicas no Iraque revelou agora ter trabalhado com diversas organizações neste caso, sem no entanto revelar nomes: “Eles foram profissionais, coordenados e, mais importante do que tudo, eficazes”, salientou.

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