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Extraordinariamente triste

CRÉDITOS: CONTA NO FACEBOOK DE “MANCHESTER BY THE SEA”

Casey Affleck é a peça central de um drama pesado sobre uma vida consumida pela culpa - aqui não há bons e maus, nem situações a preto e branco. “Manchester by the Sea” está nomeado para 6 óscares e vem com uma das melhores cenas que o cinema nos proporcionou nos últimos anos - uma desconfortável-comovente-extraordinária tentativa de diálogo entre duas pessoas amassadas pela vida. Ao longo desta semana, porque no domingo há óscares, estamos a prosar sobre os candidatos a melhor filme. Fechamos com a mágoa de “Manchester by the Sea” e com o lixeiro negro de“Fences”, um homem igual a nós

Esta não é a primeira vez que somos apresentados a Casey Affleck, embora, pelos títulos das revistas e as perguntas a que Affleck responde, possa parecer que sim. O ator, sério candidato ao óscar pelo papel irrepreensível que desempenha em “Manchester by the Sea”, já nos foi apresentado uma e outra vez, primeiro praticamente adolescente e dentro do triângulo Affleck-Affleck-Damon, depois no filme de 2007 “O Assassínio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford”, responsável pelo seu lançamento como uma promessa do cinema atual.

Affleck tem noção da fama que foi ganhando ao longo dos anos em que surgiu sempre como a quase-promessa, a quase-revelação, o ator que estava sempre quase a tornar-se uma superestrela e a tomar de assalto as cerimónias de prémios. O ator, batizado pelo “The New York Times” como “o eterno subestimado”, é o primeiro a confessar à “Variety”: “Sinto que sempre que faço um filme as pessoas pensam ‘bem, isto é bom, mas provavelmente é o melhor que consegue fazer’”.

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  • Por favor, Senhor, deixa-me salvar mais um

    A história incrível do soldado americano que participou numa das batalhas mais sangrentas da Segunda Guerra Mundial e salvou 75 colegas sem disparar um único tiro valeu ao polémico Mel Gibson o perdão de Hollywood. “O herói de Hacksaw Ridge” está nomeado para seis óscares: melhor filme, melhor realizador, melhor ator, melhor edição, melhor edição de som e melhor mistura de som

  • “Se tens medo de uma imagem que mostra o pior de um país, vai lá, bebe um café e vais ver pessoas normais que sentem amor e medo”

    O que é que uma película sobre aliens está a fazer nos nomeados para melhor filme dos óscares? É porque isto não é sobre aliens, é sobre nós - e sobre “transformar delicadeza e calma em qualidades heroicas”. Ao longo desta semana, porque no domingo há óscares, estamos a prosar sobre os candidatos a melhor filme: começamos com “Arrival”, nomeado para oito óscares, e no fim deste texto há um soldado que salvou 75 pessoas sem ter disparado um único tiro

  • Estamos vivos e somos mais do que carne e osso

    A busca incessante de Saroo, um menino indiano que aos cinco anos se perde da família e aos 25 recorre ao Google Earth para tentar reencontrá-la, já fez o argumentista deste filme chorar 15 vezes, porque é um verdadeiro “testemunho sobre o espírito humano”, daqueles que nos fazem sentir que somos “mais do que carne e osso”. “Lion” está nomeado para seis óscares: melhor filme, melhor ator, melhor atriz secundária, melhor fotografia, melhor argumento adaptado e melhor banda sonora original. Ao longo desta semana, porque no domingo há óscares, vamos publicar dois textos por dia sobre os candidatos a melhor filme. Espere, não é bem assim: são dois textos por dia até quinta e só um na sexta, porque são nove os nomeados e não há 10 para a matemática bater certa. Mas estes serão os nove textos certos para se preparar devidamente para a madrugada de 26 para 27 de fevereiro. Começamos com “Lion” e no fim deste texto há canções e amor para tempos de cólera, que é o equivalente a “La La Land”

  • Nesta casa só temos amor e orgulho

    “Moonlight” é um filme deslumbrante e delicado mas também doloroso e violento. Está nomeado para oito óscares mas mesmo que não leve nenhum é um dos grandes acontecimentos do cinema recente. Ao longo desta semana, porque no domingo há óscares, estamos a prosar sobre os candidatos a melhor filme

  • Canções e amor para tempos de cólera

    Os fãs adoram a história de amor e otimismo (q.b.), os críticos arrasam a falta de diversidade e o “monte de clichés”. Por muito que as opiniões se dividam, certo é que “La La Land” é um sério concorrente a um número recorde (14 - na verdade 13 porque tem duas nomeações numa mesma categoria) de óscares: está nomeado para melhor filme, melhor ator, melhor atriz, melhor realizador, melhor fotografia, melhor guião original, melhor banda sonora original, duas melhores canções originais (!), melhor edição, melhor edição de som, melhor design de produção, melhor mistura de som e melhor guarda-roupa. Como é que isto aconteceu? Ao longo desta semana, porque no domingo há óscares, vamos publicar dois textos por dia sobre os candidatos a melhor filme. Espere, não é bem assim: são dois textos por dia até quinta e só um na sexta, porque são nove os nomeados e não há 10 para a matemática bater certa. Mas estes serão os nove textos certos para se preparar devidamente para a madrugada de 26 para 27 de fevereiro. Começamos com “La La Land” e no fim deste texto analisamos porque somos mais do que carne e osso, que é o equivalente a examinar essa experiênica comovente que é “Lion”

  • “Fui pobre a minha vida toda, tal como os meus pais e os pais deles antes deles. É como uma doença passada de geração em geração”

    Parece uma premissa improvável para o western mais popular do ano: no Texas, há uma comunidade que se sente roubada pelos bancos e pelo sistema. É por isso que dois irmãos se armam em Robin Hood – em proveito próprio – e se transformam em ladrões com “intenções nobres”. “Hell or High Water” está nomeado para quatro óscares – melhor filme, melhor ator secundário, melhor guião original e melhor edição. Se a premissa lhe parece fútil, desengane-se - isto é sério, é complicado e é bom. Ao longo desta semana, porque no domingo há óscares, estamos a prosar sobre os candidatos a melhor filme

  • As coisas incríveis que acontecem quando pomos as nossas diferenças de lado

    A história até agora quase desconhecida das três mulheres afro-americanas que ajudaram a levar o homem à Lua é contada em “Hidden Figures”, um filme que o elenco descreve como uma obra “maior do que as entregas de prémios”: é um “movimento”. “Hidden Figures” está nomeado para três óscares: melhor filme, melhor atriz secundária e melhor argumento adaptado. Ao longo desta semana, porque no domingo há óscares, estamos a prosar sobre os candidatos a melhor filme