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Ministério Público e poder local reclamam indemnização de €12,8 milhões por crime ambiental

LIXO TÓXICO. Em dois anos foram depositadas em São Pedro da Cova mais de 100 toneladas de lixo tóxico, apresentado como inofensivo

rui duarte silva

Mais de 100 toneladas de lixo tóxico depositadas em São Pedro da Cova como se fosse lixo inerte deixam a antiga vila mineira confrontada com uma pesada ameaça ambiental. O Ministério Público pede €10 milhões de indemnização a seis arguidos, aos quais se juntam mais €2 milhões pedidos pela Junta de Freguesia

Em apenas dois anos, entre 2001 e 2002, foram depositadas na freguesia de São Pedro da Cova, Gondomar, mais de cem toneladas de resíduos tóxicos, com altos níveis de chumbo, cádmio, arsénio e zinco, mas apresentados como inertes, provenientes da fábrica na Maia da Siderurgia Nacional (extinta em 1996). O Ministério Público, através da Procuradoria-Geral do Porto, instaurou um processo-crime contra seis arguidos e a sociedade Baía do Tejo e pede que seja atribuída ao Estado uma indemnização de 10,8 milhões de euros. A Junta de Freguesia também colocou um processo em tribunal e reclama uma indemnização de 2 milhões.

Três dos acusados são antigos administradores da Urbindústria (incorporada em 2009 pela Baía Tejo), empresa à qual o Estado delegou o encaminhamento dos despojos da siderurgia extinta em 1996. Os restantes estão ligados a sociedades que disponibilizaram o terreno no âmbito de uma operação intitulada “Recuperação ambiental e paisagística da escombreira das antigas minas de São Pedro da Cova”.

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