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“O Chafariz dos Cavalos” é falso ou não? O diabo está nos pormenores...

Há três quadros que estão expostos no Museu Nacional de Arte Antiga cuja autenticidade é colocada em causa. O historiador João Alves Dias conta as circunstâncias em que descobriu o principal deles num alfarrabista, há 20 anos, e aponta quatro pormenores da obra que explicam a existência de dúvidas

João Alves Dias (texto), Sofia Miguel Rosa (infografia)

Recordar é viver. Estamos em 1997 a ultimar o vol. V da “Nova História de Portugal”, obra dirigida por Joel Serrão e A. H. de Oliveira Marques. O volume por mim coordenado, denominado “Portugal do Renascimento à Crise Dinástica” – e que tem como balizas cronológicas os anos de 1470 a 1580 –, foi um projeto que demorou oito anos a construir. Constitui, por um lado, uma síntese da investigação e, por outro, apresenta investigação própria que procura colmatar muitas das interrogações e, ao mesmo tempo, lançar novas pistas e novos rumos de investigação.

A matriz, que Oliveira Marques queria, para todos os volumes, incluía um capítulo sobre “a vida quotidiana” – a alimentação; o vestuário; a casa; a higiene; a saúde; o afeto; os divertimentos; o culto heterodoxo; a morte – e um outro sobre “os valores artísticos” – a arquitetura; a escultura; a pintura; as outras artes; a música. Estes dois capítulos, no volume em questão, estendem-se por quase 200 páginas de texto (sem as gravuras).

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