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Nesta casa só temos amor e orgulho

“Moonlight” é um filme deslumbrante e delicado mas também doloroso e violento. Está nomeado para oito óscares mas mesmo que não leve nenhum é um dos grandes acontecimentos do cinema recente. Ao longo desta semana, porque no domingo há óscares, estamos a prosar sobre os candidatos a melhor filme

CRÉDITOS: CONTA NO FACEBOOK DO FILME “MOONLIGHT”

Quando Alex Hibbert, um pequeno ator-revelação de apenas 12 anos, filmou uma das mais tocantes cenas de “Moonlight”, estava vigilante. “Estava a ver se a minha mãe não estava por ali, porque ela é muito severa e não gosta de que eu diga essas palavras.” O rapaz estava só a seguir ordens - segundo o argumento, adaptado pelo argumentista e realizador Barry Jenkins a partir da peça “In Moonlight Black Boys Look Blue”, a sua personagem, Chiron, tinha de fazer uma pergunta séria: “O que é que quer dizer ‘paneleiro’?”.

A cena dura uns poucos minutos, e cada um deles dá num novo sentido à gasta expressão sobre levar um murro no estômago. Chiron, a personagem interpretada por Alex, tem esta dúvida porque é a palavra que ouve na escola quando os outros miúdos fazem pouco dele ou quando lhe batem. Dirige-se a Juan, personagem que vale a Mahershala Ali a nomeação para melhor ator secundário, uma espécie de figura paternal no mundo duro em que Chiron se vê obrigado a crescer.

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    A história até agora quase desconhecida das três mulheres afro-americanas que ajudaram a levar o homem à Lua é contada em “Hidden Figures”, um filme que o elenco descreve como uma obra “maior do que as entregas de prémios”: é um “movimento”. “Hidden Figures” está nomeado para três óscares: melhor filme, melhor atriz secundária e melhor argumento adaptado. Ao longo desta semana, porque no domingo há óscares, estamos a prosar sobre os candidatos a melhor filme

  • “Fui pobre a minha vida toda, tal como os meus pais e os pais deles antes deles. É como uma doença passada de geração em geração”

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  • Canções e amor para tempos de cólera

    Os fãs adoram a história de amor e otimismo (q.b.), os críticos arrasam a falta de diversidade e o “monte de clichés”. Por muito que as opiniões se dividam, certo é que “La La Land” é um sério concorrente a um número recorde (14 - na verdade 13 porque tem duas nomeações numa mesma categoria) de óscares: está nomeado para melhor filme, melhor ator, melhor atriz, melhor realizador, melhor fotografia, melhor guião original, melhor banda sonora original, duas melhores canções originais (!), melhor edição, melhor edição de som, melhor design de produção, melhor mistura de som e melhor guarda-roupa. Como é que isto aconteceu? Ao longo desta semana, porque no domingo há óscares, vamos publicar dois textos por dia sobre os candidatos a melhor filme. Espere, não é bem assim: são dois textos por dia até quinta e só um na sexta, porque são nove os nomeados e não há 10 para a matemática bater certa. Mas estes serão os nove textos certos para se preparar devidamente para a madrugada de 26 para 27 de fevereiro. Começamos com “La La Land” e no fim deste texto analisamos porque somos mais do que carne e osso, que é o equivalente a examinar essa experiênica comovente que é “Lion”

  • Estamos vivos e somos mais do que carne e osso

    A busca incessante de Saroo, um menino indiano que aos cinco anos se perde da família e aos 25 recorre ao Google Earth para tentar reencontrá-la, já fez o argumentista deste filme chorar 15 vezes, porque é um verdadeiro “testemunho sobre o espírito humano”, daqueles que nos fazem sentir que somos “mais do que carne e osso”. “Lion” está nomeado para seis óscares: melhor filme, melhor ator, melhor atriz secundária, melhor fotografia, melhor argumento adaptado e melhor banda sonora original. Ao longo desta semana, porque no domingo há óscares, vamos publicar dois textos por dia sobre os candidatos a melhor filme. Espere, não é bem assim: são dois textos por dia até quinta e só um na sexta, porque são nove os nomeados e não há 10 para a matemática bater certa. Mas estes serão os nove textos certos para se preparar devidamente para a madrugada de 26 para 27 de fevereiro. Começamos com “Lion” e no fim deste texto há canções e amor para tempos de cólera, que é o equivalente a “La La Land”