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Esquerda atira-se à direita por causa dos offshore, direita retalia com a CGD

marcos borga

Os SMS e as declarações de rendimentos dos gestores da Caixa voltaram a não passar ao lado de um debate quinzenal, mas as offshore ocuparam a maior parte da discussão e motivaram um dos momentos mais tensos no Parlamento

Os 10 mil milhões de euros transferidos para offshore em quatro anos sem fiscalização por parte da Autoridade Tributária entraram, como já se esperava, no debate quinzenal nesta quarta-feira. E viria a gerar um dos dois maiores momentos de tensão no hemiciclo: quando Passos Coelho, num longo aparte parlamentar, acusou António Costa de fazer “acusações de baixo nível” ao PSD e CDS, depois de o Primeiro Ministro ter defendido que o anterior Governo deixou escapar milhares de milhões de euros para offshore, enquanto permitia que se penhorassem casas de família por dívidas substancialmente inferiores.

A crítica foi unânime entre os partidos da esquerda, que veem a situação como “alarmante" e "um escândalo". “É absolutamente escandaloso que um governo que não hesitou em não acabar com a penhora da morada de família, por qualquer dívida, tenha tido a incapacidade de verificar o que aconteceu com 10 mil milhões de euros”, criticou António Costa. Em causa estão as transferências que saíram do país para offshore, entre 2011 e 2014, sem fiscalização da Autoridade Tributária, uma notícia avançada pelo jornal “Público” esta segunda-feira.

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