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As coisas incríveis que acontecem quando pomos as nossas diferenças de lado

A história até agora quase desconhecida das três mulheres afro-americanas que ajudaram a levar o homem à Lua é contada em “Hidden Figures”, um filme que o elenco descreve como uma obra “maior do que as entregas de prémios”: é um “movimento”. “Hidden Figures” está nomeado para três óscares: melhor filme, melhor atriz secundária e melhor argumento adaptado. Ao longo desta semana, porque no domingo há óscares, estamos a prosar sobre os candidatos a melhor filme

CRÉDITOS: CONTA NO FACEBOOK DO FILME “HIDDEN FIGURES”

A promoção e a divulgação de “Hidden Figures” (em português, “Elementos Secretos”) não foi aquela que se esperaria de um filme candidato a três óscares – incluindo o de melhor filme. Não houve apresentações em festivais premonitórias, nem muito dinheiro envolvido, e a estreia aconteceu tardiamente, já no final do ano passado. Antes disso, em setembro, num evento especial durante o Festival de Cinema Internacional de Toronto, foram transmitidos apenas 20 minutos de cenas por editar do filme a um público numeroso.

Apesar das circunstâncias, o público parece ter adorado “Hidden Figures”, que já conta com números animadores nas bilheteiras. Talvez parte disso tenha que ver com a dedicação e empenho que cada membro da equipa e do elenco colocou neste filme. “Kevin Costner dividia uma caravana. Jim Parsons voava por sua conta até ao local das gravações”, detalha o realizador Ted Melfi ao “IndieWire”. Mais: a equipa considerou o filme tão importante que vários dos seus membros, incluindo Melfi e a esposa, alugaram salas de cinema inteiras e permitiram que as pessoas entrassem gratuitamente para verem o filme, sem pagar bilhete. “Já não é um filme. É uma missão”, explica Melfi.

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  • Canções e amor para tempos de cólera

    Os fãs adoram a história de amor e otimismo (q.b.), os críticos arrasam a falta de diversidade e o “monte de clichés”. Por muito que as opiniões se dividam, certo é que “La La Land” é um sério concorrente a um número recorde (14 - na verdade 13 porque tem duas nomeações numa mesma categoria) de óscares: está nomeado para melhor filme, melhor ator, melhor atriz, melhor realizador, melhor fotografia, melhor guião original, melhor banda sonora original, duas melhores canções originais (!), melhor edição, melhor edição de som, melhor design de produção, melhor mistura de som e melhor guarda-roupa. Como é que isto aconteceu? Ao longo desta semana, porque no domingo há óscares, vamos publicar dois textos por dia sobre os candidatos a melhor filme. Espere, não é bem assim: são dois textos por dia até quinta e só um na sexta, porque são nove os nomeados e não há 10 para a matemática bater certa. Mas estes serão os nove textos certos para se preparar devidamente para a madrugada de 26 para 27 de fevereiro. Começamos com “La La Land” e no fim deste texto analisamos porque somos mais do que carne e osso, que é o equivalente a examinar essa experiênica comovente que é “Lion”

  • Estamos vivos e somos mais do que carne e osso

    A busca incessante de Saroo, um menino indiano que aos cinco anos se perde da família e aos 25 recorre ao Google Earth para tentar reencontrá-la, já fez o argumentista deste filme chorar 15 vezes, porque é um verdadeiro “testemunho sobre o espírito humano”, daqueles que nos fazem sentir que somos “mais do que carne e osso”. “Lion” está nomeado para seis óscares: melhor filme, melhor ator, melhor atriz secundária, melhor fotografia, melhor argumento adaptado e melhor banda sonora original. Ao longo desta semana, porque no domingo há óscares, vamos publicar dois textos por dia sobre os candidatos a melhor filme. Espere, não é bem assim: são dois textos por dia até quinta e só um na sexta, porque são nove os nomeados e não há 10 para a matemática bater certa. Mas estes serão os nove textos certos para se preparar devidamente para a madrugada de 26 para 27 de fevereiro. Começamos com “Lion” e no fim deste texto há canções e amor para tempos de cólera, que é o equivalente a “La La Land”

  • “Fui pobre a minha vida toda, tal como os meus pais e os pais deles antes deles. É como uma doença passada de geração em geração”

    Parece uma premissa improvável para o western mais popular do ano: no Texas, há uma comunidade que se sente roubada pelos bancos e pelo sistema. É por isso que dois irmãos se armam em Robin Hood – em proveito próprio – e se transformam em ladrões com “intenções nobres”. “Hell or High Water” está nomeado para quatro óscares – melhor filme, melhor ator secundário, melhor guião original e melhor edição. Se a premissa lhe parece fútil, desengane-se - isto é sério, é complicado e é bom. Ao longo desta semana, porque no domingo há óscares, estamos a prosar sobre os candidatos a melhor filme