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Canções e amor para tempos de cólera

CRÉDITOS: CONTA NO FACEBOOK DO FILME “LA LA LAND”

Os fãs adoram a história de amor e otimismo (q.b.), os críticos arrasam a falta de diversidade e o “monte de clichés”. Por muito que as opiniões se dividam, certo é que “La La Land” é um sério concorrente a um número recorde (14 - na verdade 13 porque tem duas nomeações numa mesma categoria) de óscares: está nomeado para melhor filme, melhor ator, melhor atriz, melhor realizador, melhor fotografia, melhor guião original, melhor banda sonora original, duas melhores canções originais (!), melhor edição, melhor edição de som, melhor design de produção, melhor mistura de som e melhor guarda-roupa. Como é que isto aconteceu? Ao longo desta semana, porque no domingo há óscares, vamos publicar dois textos por dia sobre os candidatos a melhor filme. Espere, não é bem assim: são dois textos por dia até quinta e só um na sexta, porque são nove os nomeados e não há 10 para a matemática bater certa. Mas estes serão os nove textos certos para se preparar devidamente para a madrugada de 26 para 27 de fevereiro. Começamos com “La La Land” e no fim deste texto analisamos porque somos mais do que carne e osso, que é o equivalente a examinar essa experiênica comovente que é “Lion”

Damien Chazelle não tinha muitos argumentos a seu favor quando apresentou pela primeira vez a sua visão para ressuscitar o género musical e trazer um par que fizesse lembrar Fred Astaire e Ginger Rogers ao grande ecrã. Na altura, corria o ano de 2011, ainda o realizador contava apenas 26 anos, com a experiência de realizar apenas um filme e ainda sem o sucesso do seu “Whiplash”, de 2014, no currículo.

Era, por isso, de desconfiar a sua vontade incontornável de fazer um filme a lembrar os musicais clássicos de Hollywood, numa altura em que há muito que o género não traz grandes sucessos, sobretudo usando apenas músicas originais. Era a promessa para um erro de casting quase certo, acreditavam os produtores. “Não havia forma de qualquer ‘focus group’ dizer que queria ver algo como ‘La La Land’ antes de ver ‘La La Land’”, explica Erik Feig, copresidente da Lionsgate, citado pelo “Los Angeles Times”. Hoje, com as nomeações recorde de “La La Land”, todos sabemos que afinal, mesmo que o público não soubesse (ainda) o que queria, Chazelle sabia perfeitamente o que estava a propor-se fazer.

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  • Estamos vivos e somos mais do que carne e osso

    A busca incessante de Saroo, um menino indiano que aos cinco anos se perde da família e aos 25 recorre ao Google Earth para tentar reencontrá-la, já fez o argumentista deste filme chorar 15 vezes, porque é um verdadeiro “testemunho sobre o espírito humano”, daqueles que nos fazem sentir que somos “mais do que carne e osso”. “Lion” está nomeado para seis óscares: melhor filme, melhor ator, melhor atriz secundária, melhor fotografia, melhor argumento adaptado e melhor banda sonora original. Ao longo desta semana, porque no domingo há óscares, vamos publicar dois textos por dia sobre os candidatos a melhor filme. Espere, não é bem assim: são dois textos por dia até quinta e só um na sexta, porque são nove os nomeados e não há 10 para a matemática bater certa. Mas estes serão os nove textos certos para se preparar devidamente para a madrugada de 26 para 27 de fevereiro. Começamos com “Lion” e no fim deste texto há canções e amor para tempos de cólera, que é o equivalente a “La La Land”