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Um país sem Estado não garante segurança nem futuro

DISPUTA DE TERRAS. Pastores muçulmanos nómadas num matadouro em Bangui, onde os animais são desmanchados de acordo com as suas tradições

FOTO MARCO LONGARI / AFP / GETTY IMAGES

Aqui, a noção de que alguém possa ser punido por massacres ou outro tipo de violência tem dimensão de anedota. Aqui, a impunidade faz parte do quotidiano de um país sem instituições capazes de garantir ordem e segurança. Aqui, possuir uma Kalashnikov é um modo de vida. Aqui, a pobreza e desertificação alimentam o conflito. Aqui é na República Centro-Africana, que acaba de receber Comandos portugueses

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

Na sequência de um massacre por milícias Seleka a um campo de deslocados internos na cidade de Kaga-Bandoro no final de novembro do ano passado, um investigador da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) encontrou-se com os seus comandantes.

Questionou-os sobre o que tinha ocorrido e eles negaram qualquer responsabilidade pelas 37 vítimas mortais. Quando o investigador retorquiu que poderiam ser punidos por aqueles atos de violência, os militantes Seleka riram à gargalhada. A noção de que alguém possa ser punido por massacres ou outro tipo de violência na República Centro-Africana (RCA) tem dimensão de anedota.

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