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Ruas desertas, dezenas de mortos: polícia paralisada provoca o caos em estado brasileiro

reuters

Registam-se 95 mortes e um sem número de assaltos desde sábado, quando as mulheres dos polícias militares de Espírito Santo decidiram bloquear os batalhões. A população tem medo de sair à rua

É um cenário de desespero o que caracteriza as ruas do estado do Espírito Santo, no Brasil. Desde sábado, dia em que começou a paralisação da Polícia Militar naquele estado, a vida dos cidadãos alterou-se radicalmente: os relatos dão conta de que já houve pelo menos 95 homicídios desde esse dia, a juntar ao elevado número de furtos e roubos de veículos e lojas, uma situação que está a deixar as ruas desertas.

Formalmente, a Polícia Militar brasileira obedece às mesmas regras que os restantes militares e está por isso impedida pela Constituição Federal aderir a greves ou paralisações. No entanto, tudo começou neste sábado pelas 6h da manhã (hora local), quando familiares, sobretudo as mulheres, dos agentes acamparam diante dos batalhões da Polícia Militar, num bloqueio que tinha a intenção de impedir os veículos da polícia de sair e iniciar o normal patrulhamento nas ruas. Desde então, a Polícia Militar mantém-se dentro dos quartéis.

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  • Espírito Santo. Onde um braço de ferro entre mulheres dos polícias e o governo brasileiro entregou o poder aos fora da lei

    Os agentes da Polícia Militar brasileira estão impedidos de se manifestar e convocar greves, pelo que as mulheres de alguns deles estão desde sexta-feira a impedi-los de trabalhar sob exigências de melhores salários e condições de trabalho. Sem cedências do governo, que terça-feiradestacou mais de mil soldados para a zona metropolitana de Vitória, o estado do sudeste brasileiro está mergulhado num cenário distópico de ruas desertas e cidades fantasma onde os criminosos são a lei – matam e roubam indiscriminadamente e até já impuseram recolher obrigatório aos habitantes