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Trump, Dilma e a desgraça dos impeachments (ensaio de Ricardo Costa)

reuters

O sistema foi capturado por um populista perigoso, mas fê-lo pelo voto popular. Que saia pela mesma porta e pela mesma mão é a única coisa que me parece desejável. Tudo o resto serão processos mais perigosos que o próprio Trump, escreve Ricardo Costa no ensaio sobre o Presidente dos Estados Unidos. Na quinta e na sexta-feira escrevem Daniel Oliveira e Clara Ferreira Alves

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

Primeiro foi a ideia de que, depois de chegar à Casa Branca, Donald Trump ficaria outro. Depois, a aposta (ou o desejo) de que o sistema conseguiria normalizar ou neutralizar o novo Presidente. Agora, a nova moda é a de que Trump será alvo de um impeachment. As duas primeiras ideias já morreram, a última espero que morra depressa.

Não digo isto por gostar de ver Trump durante quatro anos na Casa Branca, mas porque depois de ser eleito deve mesmo lá ficar até ao fim. Uma saída por via judicial ou aparentada seria o fim do mundo: Trump não acredita no sistema, não o leva a sério, ganhou por fazer troça dele e tem milhões de seguidores que pensam o mesmo. Uma saída por via de um impeachment seria uma tragédia para a América, uma ferida aberta entre legalistas e hordas antissistema, entre os que defendem a Constituição e os adeptos das teorias da conspiração, entre duas ou mais Américas. Seria o caminho para uma guerra civil (metafórica, espero) de que o sistema dificilmente recuperaria.

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  • Lamento ver gente à direita achar que tudo isto é normal (ensaio de Pedro Mexia)

    Trump é um populista que fala para os descamisados da globalização, mas isso tanto define um Trump como uma Le Pen, que é de direita, um Iglesias, que é de esquerda, ou um Grillo, que não é de esquerda nem de direita. Mas Trump é incomparável, escreve Pedro Mexia no segundo dos cinco ensaios que estamos a publicar esta semana sobre o Presidente dos Estados Unidos. Nos próximos dias escrevem Ricardo Costa, Daniel Oliveira e Clara Ferreira Alves

  • A ignorância eurocêntrica sobre Trump (ensaio de Henrique Raposo)

    Trump não é conservador, republicano ou federalista, é um “confederado” sulista à imagem do fundador do Partido Democrata, escreve Henrique Raposo no primeiro de cinco ensaios sobre o Presidente do EUA que vamos publicar nos próximos dias. Os ensaios seguintes são assinados por Pedro Mexia, Ricardo Costa, Daniel Oliveira e Clara Ferreira Alves