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Os factos reais e alternativos sobre a mulher mais poderosa da Casa Branca

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Ainda há uns meses, Kellyanne Conway era conhecida como a analista que apoiava Ted Cruz e criticava os comportamentos “pouco presidenciais” de Donald Trump. Hoje, é o braço direito do multimilionário que chegou à Casa Branca. Este é o retrato da mulher que foi à televisão defender os “factos alternativos” da era Trump e que justifica as medidas contra refugiados com um atentado terrorista que nunca aconteceu

Não sejas tão dramático, Chuck. Dizes que o chefe do gabinete de imprensa da Casa Branca, Sean Spicer, disse mentiras quando na verdade ele estava apenas a oferecer… factos alternativos”, respondeu Kellyanne. Estava a meio de uma entrevista com o jornalista da NBC Chuck Todd, respondendo a perguntas sobre a polémica conferência de imprensa em que Sean Spicer insistira que a “multidão que esteve presente na tomada de posse [de Donald Trump] foi a maior de sempre. Ponto”.

A expressão “factos alternativos” pegou fogo nas redes sociais e os comentadores políticos apressaram-se a comparar o conceito aos que o regime político vigente no clássico “1984”, de George Orwell, usava para controlar a população.

Ainda não acalmara a polémica – é difícil prever que acalme, ao ritmo que saem as notícias polémicas sobre as primeiras decisões de Donald Trump – quando estalou, esta quinta-feira, mais uma controvérsia protagonizada por Kellyanne em plena televisão.

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  • A resistência dos funcionários de organismos públicos norte-americanos (os serviços florestais, os serviços de prevenção de doenças, a NASA, a FDA e vários serviços ligados ao ambiente e à saúde) à tentativa de instrumentalização do saber técnico produzido pelo Estado para construir “factos alternativos” e promover a ignorância científica é um bom exemplo para compreendemos que os trabalhadores do Estado podem muitas vezes ser, pelo menos em sociedades democráticas, a última barreira em defesa da democracia. A segunda lição a tirar é que defender a autonomia dos funcionários públicos face ao poder dos eleitos – o que passa por garantir a sua segurança laboral – é defender a democracia. A vitória de Trump, sendo uma tragédia, é plena de pedagogia. Redescobrimos que não podemos dar nada por garantido. Só a resistência popular e a cdadania quotidiana o pode fazer. E na linha da frente estão, muitas vezes, os tão vilipendiados funcionários públicos

  • Os “factos alternativos” da Administração Trump acabaram de ganhar um site

    Mas não foi o governo americano que o criou. Quem comprou o domínio alternativefacts.com está a redirecionar os utilizadores para um artigo de psicologia sobre abuso emocional e manipulação — a técnica de ‘gaslighting’, que vai buscar o nome a um filme protagonizado por Ingmar Bergman e que passa por confundir a noção de realidade das vítimas a fim de as controlar