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O que a história dos jornais portugueses nos ensina sobre políticos que assustaram o mundo

Há quem diga que é obviamente exagerado e há quem defenda que é particularmente adequado estabelecer comparações entre algum do pensamento de Trump e o raciocínio de ditadores do passado. Num tempo de fraturas na sociedade, de fake news, de propagação aceleradíssima dos factos noticiosos e de grande preocupação com o que vem dos EUA, viajamos no tempo e mostramos como é que no passado os jornais portugueses acompanharam a ascensão política de personalidades que acabaram por se tornar protagonistas de ditaduras. São lições da História para percebermos as inúmeras diferenças e algumas semelhanças entre o que se passa agora e o que ocorreu no início do século XX

O bisavô português de Guy-Manuel de Homem-Christo, da conhecida dupla francesa de música eletrónica Daft Punk, foi um fervoroso admirador de Mussolini. Conhecido por Homem Cristo Filho, para se distinguir de seu pai, um republicano distinto, fundou e dirigiu a revista “Ideia Nacional”, em 1915. Mais tarde mudar-se-ia para Roma para acompanhar de perto a obra de Mussolini e aí faleceu em 1928, com 36 anos.

Publicações nacionalistas, antiliberais e antidemocráticas como as revistas “Ideia Nova” e “Ordem Nova”, ou os jornais “O Imparcial” e “A Ditadura”, entre muitos outros títulos, só foram possíveis porque a I República era uma democracia que em matéria de liberdade de expressão ideológica permitiu quase tudo e o seu contrário.

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