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Os “factos alternativos” da Administração Trump acabaram de ganhar um site

reuters

Mas não foi o governo americano que o criou. Quem comprou o domínio alternativefacts.com está a redirecionar os utilizadores para um artigo de psicologia sobre abuso emocional e manipulação — a técnica de ‘gaslighting’, que vai buscar o nome a um filme protagonizado por Ingmar Bergman e que passa por confundir a noção de realidade das vítimas a fim de as controlar

Ao final de quase duas semanas de administração Trump, desde que o empresário populista tomou posse como 45.º Presidente dos Estados Unidos, a 20 de janeiro, há uma expressão que tem ganhado destaque que serve não só para classificar a proclamada era da pós-verdade como a postura do novo governo norte-americano face à realidade. Foi lançada por Kellyanne Conway, conselheira próxima do Presidente, que o jornalista veterano Carl Bernstein — um dos dois que revelaram o escândalo de Watergate que levou à destituição do Presidente Richard Nixon em 1974 — classifica de "ministra da Propaganda" da nova administração: "Factos alternativos".

Foi com este argumento que Conway tentou enterrar um dos primeiros temas quentes deste governo, sobre a quantidade de pessoas que assistiram ao vivo à tomada de posse de Trump em Washington. Contra factos comprovados e a realidade, o Presidente e a sua equipa passaram os primeiros dias na Casa Branca a garantir que nunca um Presidente norte-americano tinha atraído tanta gente à capital, quando fotografias da tomada de posse de Barack Obama em 2008 — ou até imagens dos protestos em massa contra Trump que ocorreram no sábado a seguir à inauguração da nova presidência — demonstram que houve muito mais gente nesses dois eventos.

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