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Eutanásia: Porque pedes que te matem?

EUTANÁSIA. O debate em torno da sua descriminalização levanta questões médicas, éticas, jurídicas e até de semântica

josé carlos carvalho

No dia em que os deputados se reuniram na Assembleia da República para discutir a petição ‘para despenalização da morte assistida’, o Expresso publica a opinião de movimentos de cidadãos pró e contra a eutanásia. Porque a eutanásia pode ir muito para além da discussão política. É uma questão fraturante de toda a sociedade. Para o movimento cívico 'STOP eutanásia', “o direito a morrer com dignidade está já reconhecido em Portugal por via não só da protecção da vida e da saúde na Lei Fundamental, como também pela criminalização de qualquer tipo de homicídio e de ajuda ao suicídio no Código Penal”

ISABEL TEIXEIRA DA MOTTA E MARTA ROQUE, MOVIMENTO 'STOP EUTANÁSIA'

Esta pergunta é indissociável da petição que foi hoje a discussão no Parlamento e que tem por título “Direito a morrer com dignidade”, promovida pelo “movimento cívico pela despenalização da morte assistida”.

Já foi dito e redito, mas voltamos a dizê-lo: o direito a morrer com dignidade está já reconhecido em Portugal por via não só da protecção da vida e da saúde na Lei Fundamental, como também pela criminalização de qualquer tipo de homicídio e de ajuda ao suicídio no Código Penal. E está, de facto, reconhecido em Portugal pela deontologia médica e pela prática de muitas equipas de cuidados paliativos que assistem os doentes à cabeceira até à sua morte natural. Com toda a dignidade. Esta é a verdadeira morte assistida que acontece em Portugal sob o cuidado atento, perseverante, profissional de milhares de cuidadores para quem não faz qualquer sentido estar a falar de eutanásia.

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