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“A Constituição não é um mero borrão de tinta sobre o qual podem projetar esperanças e sonhos”: o homem de Trump

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A escolha da nova administração norte-americana para preencher o lugar que a morte de Antonin Scalia deixou vago no Supremo Tribunal não surpreendeu: Neil M. Gorsuch é um professo admirador do falecido juiz e, de várias formas, muito parecido com ele. Mas não é certo que vá chegar lá tão cedo. Os democratas vão lutar até ao fim contra a nomeação — defendem que o assento pertence a um liberal e que foi “roubado” pelos republicanos. Está aberta mais uma frente de batalha partidária nos EUA de Donald Trump

Neil M. Gorsuch estava a esquiar em fevereiro de 2016 quando soube que Antonin Scalia tinha acabado de morrer. “Perdi o pouco ar que tinha”, confidenciaria a uma plateia de estudantes de Direito dois meses depois. “Não tenho problemas em admitir que mal consegui ver o resto do caminho ao descer a montanha por causa das lágrimas.” O juiz do tribunal federal de recursos do Colorado não antecipava, na altura, que seria a ele que Donald Trump, o novo Presidente dos EUA, iria oferecer o lugar que o juiz Scalia deixou vago no Supremo Tribunal.

Na sexta-feira, numa análise de cada um dos magistrados que integravam a lista de finalistas de Trump com base no que classificou de “índice Scalia”, o Social Science Research Network pôs Gorsuch em primeiro lugar e definiu-o como “o sucessor natural” do juiz conservador, cuja morte súbita veio agitar a corrida presidencial norte-americana e deixar o mais alto tribunal dos EUA num empate entre quatro juízes liberais e quatro conservadores.

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