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O terrorista que tirou uma foto com Merkel e outras histórias falsas (e preocupantemente populares)

IRONIA. A conservadora chanceler alemã Angela Merkel, é o maior alvo das notícias falsas da extrema-direita

Em ano de eleições, Merkel está preocupada: as histórias mais populares que se partilham sobre a chanceler nas redes sociais são falsas. O Facebook já começou a verificar as notícias que circulam na Alemanha para controlar os danos e assumir responsabilidade

Já ouviu falar do grupo de mil homens que marchou na passagem de ano, em Dortmund, na Alemanha, enquanto cantava “Allahu Akbar”, para depois pegar fogo a uma igreja? E da história sobre a rapariga de origens russa e alemã que foi raptada e violada por imigrantes que viviam na Alemanha, levando a protestos da extrema-direita no país? E a polémica que rebentou depois de Merkel ter tirado uma selfie com um dos terroristas responsáveis pelo ataque ao aeroporto de Bruxelas, no ano passado?

Se ainda não ouviu falar de nenhuma destas notícias, é bom sinal: são todas falsas, mas foram partilhadas vezes sem conta na internet e nas redes sociais, levando a consequências bem reais – no caso da suposta multidão que incendiou uma igreja, a polícia de Dortmund teve de intervir para repor a verdade; a rapariga alegadamente violada acabou por admitir a mentira, depois de o ministro do exterior russo ter criticado as autoridades alemãs; e o suposto terrorista, que é na verdade um refugiado sírio a viver na Alemanha, acaba de processar o Facebook, depois de a fotografia que o difamava se ter tornado viral no país.

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