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Afinal a guerra do Presidente Duterte é contra os pobres, não contra o narcotráfico

POSE Durante uma cerimónia, Duterte mostra pesar numa homenagem no Monumento Nacional aos Heróis e Mártires, em Hanoi

FOTO MINH HOANG / AFP / GETTY IMAGES

Um relatório da Amnistia Internacional divulgado esta terça-feira revela que uma média de 34 pessoas são assassinadas por dia desde que Rodrigo Duterte tomou posse como Presidente das Filipinas, em 30 de junho do ano passado. Polícia, assassinos contratados pelas forças de segurança e outros entusiasmados pelo seu discurso sobre o combate ao crime enchem de cadáveres as ruas das cidades filipinas. Números oficiais adiantam mais de 7.025 mortos. A Amnistia chama-lhes “assassínios”

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

“Eu fui a favor do slogan [de Rodrigo Duterte] 'Mudança'. Todos os filipinos querem mudança. Mas ninguém quer ver cadáveres pelas ruas, nem que a morte de pessoas pela polícia se torne a norma”. Esta frase, dita por uma mulher cujo marido foi morto ilegalmente numa operação da polícia, abre o relatório da Amnistia Internacional (AI) tornado público esta terça-feira sob o título “Se fores pobre és morto - Execuções extrajudiciais na 'Guerra às Drogas' nas Filipinas”.

A investigação que foi levada a cabo por esta organização não governamental de defesa dos direitos humanos incide principalmente sobre 33 casos que provocaram a morte de 59 pessoas. O processo de documentação dos casos baseou-se em 110 entrevistas realizadas nas três divisões geográficas mais representativas das Filipinas e reúne provas de execuções extrajudiciais em 20 cidades do país. A AI apurou que as execuções foram levadas a cabo pela polícia, por assassinos contratados pelas forças de segurança ou por terceiros instigados pela retórica inflamada do Presidente Duterte. O verdadeiro problema é a política mortal de Duterte, conclui a ONG.

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