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Gaspar acusa governos europeus de prometerem défices que não cumprem

ALBERTO FRIAS

Artigo assinado por Vítor Gaspar e dois outros economistas do Fundo analisou as causas dos desvios nas contas e das violações do Pacto de Estabilidade e Crescimento entre 1995 e 2015. A culpa é da execução dos planos, que não é cumprida

A culpa da derrapagem nas contas e na violação sistemática das regras orçamentais por vários países da zona euro é dos políticos. São os governos que não cumprem os planos que traçaram e acabam por ter défices e dívidas acima do previsto. Dito assim, não é um resultado que surpreenda muito quem tem acompanhado o debate sobre a austeridade dos últimos anos. Mas surge agora, pela primeira vez, quantificado no estudo “Fiscal Politics in the Euro Area”, publicado esta segunda-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, da autoria de Vítor Gaspar, Luc Eyraud e Tigran Poghosyan.

O estudo, que não é um relatório oficial do Fundo embora seja assinado por Gaspar, que é diretor do Departamento de Assuntos Orçamentais, calcula por exemplo que o défice falha a meta em cerca de 1,5 pontos no primeiro ano e por dois pontos ao fim de três anos e que isso se deve à má execução do plano traçado. Embora os governos até fixem objetivos condizentes com as regras europeias, acabam por não os cumprir. Face ao que estava previsto, a execução derrapa em dois pontos a mais no primeiro ano e quatro pontos ao fim de três anos.

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