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A caótica cruzada de Donald Trump contra os muçulmanos

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A equipa do Presidente diz que a ordem executiva emitida sexta-feira para “manter a América segura”, que afeta milhões de muçulmanos, não é discriminatória. Uma juíza federal ditou a suspensão temporária da medida - começou a primeira grande batalha da era Trump. Ao que parece, os conselheiros de Trump não consultaram os departamentos com jurisdição sobre as fronteiras dos EUA para tomarem esta decisão. À hora em que começou a ser aplicada, muitos deles estavam com as famílias de outros funcionários da Casa Branca a ver o “À Procura de Nemo”, a história de um peixe separado à força do pai que contorna todas as regras para voltar a reunir-se com ele. A assessoria de Trump confirmou que assim foi mas que o Presidente não ficou a ver o filme muito tempo

Charles Kurzman sabia que Donald Trump estava a preparar-se para anunciar medidas de combate ao terrorismo que iam passar por proibir a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos. Quando as primeiras informações sobre este plano começaram a surgir logo a seguir à tomada de posse, faz agora 11 dias, o professor de Sociologia da Universidade da Carolina do Norte decidiu adaptar o relatório que estava a preparar sobre o envolvimento de americanos muçulmanos em extremismo violento nos Estados Unidos no ano passado.

Queria deixar claro no seu último relatório anual que o argumento invocado pelo novo Presidente para avançar com a interdição de entrada a cidadãos de sete países maioritariamente muçulmanos — Iémen, Iraque, Irão, Líbia, Síria, Somália e Sudão — não é válido, não de acordo com os factos.

“O número de americanos muçulmanos associados a extremismo violento caiu 40% em 2016 em comparação com os anos anteriores, apesar de esta queda ter sido ensombrada pelo tiroteio em massa em Orlando, na Florida, em junho”, lê-se na introdução do documento, publicado a 26 de janeiro, um dia antes de Trump formalizar o seu plano.

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