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A ‘erdoganização’ de Trump reforça a sua base de apoio mas também dá força à rebelião

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Sabe qual foi o livro mais vendido na Amazon desde o início deste 2017? Acertou, é o “1984”. A julgar pela primeira semana de presidência Trump, há razões para o renovado interessa na distopia de George Orwell. Os EUA e o mundo estão em alvoroço. Em seis dias, o Presidente e a sua equipa envolveram-se em guerras de palavras e de factos com os jornalistas, censuraram a divulgação e investigação científica e começaram a cumprir algumas das mais controversas promessas de campanha do republicano, como a construção do muro na fronteira com o México e a deportação de milhões de imigrantes clandestinos. No Departamento de Estado já houve deserções e nas agências federais que a nova administração está a tentar silenciar estão a nascer movimentos underground de resistência ao novo governo, na forma de contas alternativas de Twitter e de protestos como o do passado sábado, que acabou a juntar nas ruas de dezenas de cidades milhões de pessoas de mais de 60 países contra o novo líder norte-americano. Para a semana há mais

No universo das falácias existe uma que consiste em atacar alguém que refuta um argumento que é comprovadamente falso, distorcendo aquilo que o crítico diz. Chama-se falácia do espantalho, ou falácia do homem de palha, e tem-se provado uma das armas favoritas de Donald Trump para rebater quase todas as peças jornalísticas desde que tomou posse na sexta-feira, faz hoje uma semana.

Nos primeiros seis dias da nova administração, o Presidente dos EUA envolveu-se numa série de tricas com os media “da elite”, como ele e a sua equipa classificam a generalidade dos meios de comunicação americanos — a começar pela discussão sobre o número de pessoas que estiveram presentes na sua tomada de posse em Washington e a acabar na teoria, refutada pelos factos, de que o republicano perdeu o voto popular para Hillary Clinton porque milhões de imigrantes clandestinos votaram ilegalmente. (Alumiados pela alegação de “fraude eleitoral”, os jornalistas descobriram que Stephen Bannon, estratega-chefe da Casa Branca, e Tiffany Trump, a filha mais nova do Presidente, estão registados para votar em dois estados, o que viola a lei eleitoral.)

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