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Pretensas lutas ideológicas não conseguem ocultar simples pugnas pessoais pelo controlo do poder

Espanha está politicamente a ferver: há uma luta fratricida no Podemos, os socialistas lambem as feridas, os Cidadãos não querem depender do PP, Rajoy não oculta a preferência por alcançar acordos pontuais com os socialistas. Todos os partidos do arco parlamentar celebram congressos nas próximas semanas

Angel Luis de la Calle

Angel Luis de la Calle

correspondente em Madrid

Atacados por uma súbita febre de congressos, os principais partidos políticos do arco parlamentar espanhol organizam por estes dias as reuniões dos seus órgãos máximos de direção. Ocorrerão dentro de poucas semanas, entre os primeiros dias de fevereiro e meados de junho.

Com a exceção da força política governante, o Partido Popular (PP, centro-direita), onde tudo é tranquilidade e calma, as demais formações encaram estes congressos num clima de convulsões internas, lutas pessoais pelo poder e indefinições ideológicas que auguram duros confrontos. Superado o bipartidarismo tradicional que encarnavam na recente história política do país o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE, social-democrata) e o próprio PP, devido ao surgimento de novos agentes com um cenário próprio — o Podemos (P’s, esquerda populista) e o Cidadãos (C’s, centro-direita liberal) —, o multipartidarismo não propiciou, como se esperava, uma clarificação da oferta ideológica e um processo de regeneração democrática, que a prevalência da corrupção torna muito necessários.

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