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“Ah, já tens um lugar no céu”: uma entrevista fundamental sobre adoção

ENCONTRO. Durante um dia, pais e filhos adotivos de todo o país vão poder partilhar em Santa Maria da Feira experiências de vida com candidatos à adoção

RUI DUARTE SILVA

Quando Cristina Silva, 48 anos, adotou dois irmãos, hoje com 17 e 20 anos, debateu-se com um deserto de respostas sobre adoção, razão que a levou a criar uma associação que fosse um ponto de encontro de famílias com anseios e receios diferentes das biológicas. A líder da “Bem-me-Queres”, consultora imobiliária com mestrado em psicologia na área da adoção, traça o retrato da adoção em Portugal e antecipa o III Encontro Nacional de Famílias Adotivas e Candidatos à Adoção, este sábado, em Santa Maria da Feira.

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Como surgiu a Associação Bem-me-Queres?
Há 10 anos, numa altura em que quase não existia informação e apoio aos interessados em adotar. Os candidatos dirigiam-se à Segurança Social, como ainda acontece, mas o que os serviços faziam era apenas a avaliação dos candidatos. Nem sequer havia programa de formação, o que levava os interessados a procurarem alguém que já tivesse adotado, como era o meu caso, que tinha adotado dois irmãos, rapazes recentemente. E amigos ou amigos de amigos procuravam-nos e a nossa casa começou a tornar-se uma espécie de espaço informativo...

Hoje que idades têm?
20 e 17 anos.

O que a levou a adotar?
Não quero aprofundar o lado pessoal. O importante é que tantos pais adotivos, tal como eu, precisavam de um espaço que fosse um ponto de encontro para partilhar as suas dificuldades e angústias.

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