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O Presidente que não quer ser biografado

EANES EM CAMPANHA O candidato António Ramalho Eanes numa ação de campanha eleitoral

FOTO DE RUI OCHOA

Eanes faz hoje 82 anos e não quis assistir à apresentação de um novo livro sobre o seu papel na História de Portugal. Ao contrário dos também ex-Presidentes Mário Soares e Jorge Sampaio, recusa entrevistas ou contributos para obras desta natureza. É uma rara forma de ser, numa época em que são muitos os que querem dar a sua versão dos acontecimentos

“Não posso impedir ninguém de escrever sobre mim, mas não colaboro”. Ao longo das três últimas décadas, António Ramalho Eanes recusou propostas de jornalistas e investigadores que o quiseram ouvir para escreverem sobre ele em forma de livro. A resposta terá sido invariavelmente a mesma − o mesmo é dizer, não contem com depoimentos ou entrevistas.

Candidatos a biógrafos ou a outro tipo de trabalhos viram-se assim privados do testemunho oral ou escrito do homem que foi o primeiro Presidente eleito da Democracia portuguesa.

Uma das raras exceções que Eanes abriu foram as três entrevistas que deu para a fotobiografia publicada pelo Museu da Presidência − no final do segundo mandato de Jorge Sampaio − e só o fez por terem sido editadas fotobiografias de todos os ex-Presidentes da República e do PR em exercício.

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