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Mr. President. “A bola de cristal está muito nublada”

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Donald J. Trump, o empresário tornado magnata tornado estrela de reality show tornado candidato republicano tornado Presidente dos Estados Unidos da América, tomou posse esta sexta-feira. É o 45.º homem a liderar o país. Especialistas consultados pelo Expresso sublinham que os próximos dois anos serão fulcrais para perceber se se aguenta no cargo. Depende do apoio republicano e continua cercado por conflitos de interesse e dúvidas sobre ligações de membros da sua equipa à Rússia. Até 2018, os representantes e senadores do partido estarão concentrados em medir a popularidade do Presidente para decidirem se continuam a apoiá-lo; nesse ano há eleições intercalares e até lá, diz quem sabe, é muito improvável que Trump desapareça de cena. O que esperar da sua administração durante esse tempo? Analisámos quem o rodeia para tentar perceber (a tomada de posse ainda decorria à hora de fecho desta edição)

Chegou o dia em que Donald J. Trump surgiu diante de uma multidão no centro de Washington DC, em frente ao memorial Lincoln, para jurar cumprir a Constituição dos Estados Unidos da América diante do presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Fê-lo com a mão pousada sobre duas bíblias: a de Abraham Lincoln, parte do espólio da Biblioteca do Congresso sob a qual Barack Obama prestou juramento nas suas duas tomadas de posse, e a que a mãe de Trump lhe ofereceu em 1955, quando tinha nove anos. A cerimónia, na qual Trump prometeu “contratar e comprar o que é americano” - além de ter dito que vai “erradicar o terrorismo islâmico radical da face do mundo” -, estava ainda em curso à hora de fecho deste texto.

“A maior ameaça para Trump é ele perder o apoio republicano, ou nas eleições intercalares de 2018 ou caso se afunde totalmente nas sondagens de opinião até lá”, diz ao Expresso Thomas Alan Schwartz, professor de História e Ciência Política na Universidade Vanderbilt, em Nashville, Tennessee. “As pessoas precisam de se lembrar que Richard Nixon foi destituído porque os democratas controlavam o Congresso e que Bill Clinton escapou a esse destino porque os democratas controlavam o Senado. Este é um processo que pode ser muito politizado. Penso que o maior conflito de interesses capaz de o afastar passa por ele fazer algo que o beneficie pessoalmente sob pena de parecer estar a vender totalmente os interesses nacionais americanos ou da NATO, como por exemplo construir hotéis na Rússia. Não penso que ele vá ser assim tão estúpido ou descuidado, mas quem sabe?”

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