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Andam a matar o FM mas a alternativa já falhou em Portugal

FUTURO. O digital não vai matar a rádio analógica. Pelo menos para já

d.r.

O Digital Audio Broadcasting (DAB), que a Noruega vai usar para substituir as emissões em frequência modelada (FM), começou a ser usado em Portugal por ocasião da Expo 98 e foi abandonado em 2011. Nos automóveis Mercedes, por exemplo, um sintonizador de DAB é uma opção que custa cerca de 500 euros. Responsáveis da RDP e da Rádio Renascença explicam o que se está a passar

A notícia fez esta semana manchete em todo o mundo: até ao final do ano, a Noruega vai desligar as emissões de rádio em FM e substituí-las pelo Digital Audio Broadcasting (DAB), tornando-se assim o primeiro país a transitar integralmente da rede analógica para a digital terrestre. A medida está a ser seguida de perto por outros países europeus – Suíça, Dinamarca e Reino Unido ponderam seguir o mesmo caminho, ainda que não antes do final da década –, mas é bastante impopular no país nórdico: dois terços da população estão contra.

As autoridades justificaram a decisão com o facto do sistema DAB oferecer melhor qualidade áudio e mais canais, a um oitavo do custo da transmissão em FM [a dispersão da população e o facto de uma parte dela viver em zonas montanhosas e de fiordes torna as emissões analógicas particularmente dispendiosas], mas os críticos estão especialmente preocupados com a falta de recetores nos carros. Apesar de três quartos dos noruegueses terem acesso a rádio digital, calcula-se que cerca de dois milhões de automóveis não estejam equipados com recetores DAB – há adaptadores à venda entre 110 e 220 euros.

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