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Patrões lamentam que “rivalidades político-partidárias” ponham em causa acordo de concertação social

ACORDO EM RISCO. Tendo em conta as posições públicas já assumidas por PSD, PCP e Bloco de Esquerda, a apreciação parlamentar à descida da TSU dos patrões coloca em causa o acordo alcançado entre o Governo e os parceiros sociais no âmbito da discussão sobre o aumento do salário mínimo nacional para os €557

LUÍS BARRA

Bloco de Esquerda só aguarda que o acordo da concertação social seja assinado, transformado em decreto-Lei e publicado em Diário da República para pedir a apreciação parlamentar da redução da TSU. PSD já anunciou que também votará contra esta redução. Patrões pedem alternativas ao Governo

O Governo, as confederações patronais e os sindicatos vão ter de se sentar novamente à mesa para discutir o aumento do salário mínimo nacional para €557. Menos de um mês depois do acordo alcançado em sede de concertação social, o assunto deverá regressar à agenda na sequência do iminente chumbo parlamentar à norma que prevê uma redução de 1,25 pontos percentuais da Taxa Social Única para as empresas que pagam o salário mínimo, como forma de compensar o aumento de €535 para €557 a partir deste mês.

“Iremos falar com os restantes parceiros subscritores do acordo e com o Governo para avaliar a situação”, assume ao Expresso o presidente da Confederação de Comércio e Serviços (CCP), João Vieira Lopes, recordando que a CCP subscreveu o acordo “porque na negociação na concertação social se encontrou uma solução equilibrada”. “Lamentamos que um acordo de concertação social seja posto em causa por rivalidades político-partidárias de várias forças políticas e estranhamos que forças políticas que apoiaram acordos com a mesma estrutura em governos anteriores venham agora pô-la em causa”, disse, numa alusão à posição entretanto assumida pelo PSD.

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  • PSD vota contra descida da TSU dos patrões

    Luís Montenegro anunciou que o PSD é “frontalmente contra”, desafiando os partidos que apoiam o Governo a entenderem-se sobre esta matéria. PCP já declarou que considera uma cedência aos patrões. Descida da TSU em 1,25 pontos foi contrapartida apresentada pelo Executivo para a subida do salário mínimo para €557