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Almaraz: porque é que a queixa a Bruxelas “já vai tarde”?

joão carlos santos

Ministro do Ambiente foi a Madrid fazer o que temia: “sufragar” uma decisão já tomada. Ambientalistas e políticos não estão admirados com o desfecho. Queixa portuguesa deverá seguir para Bruxelas na segunda-feira, mas não impedirá a construção do aterro de resíduos nucleares em Almaraz

O que se temia, acabou por se confirmar. A ida do ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, a Madrid em nada fez alterar a decisão do Governo espanhol de avançar com a construção de um aterro de resíduos nucleares nos terrenos na central nuclear de Almaraz, junto ao Tejo. O resultado do encontro foi o que o ministro português já vaticinara: foi “sufragar” uma decisão já tomada que revela que as promessas diplomáticas do Rei de Espanha, Felipe VI, de que o reino vizinho não tomaria decisões unilaterais, não foram cumpridas.

À saída da reunião com os ministros espanhóis do Ambiente e da Energia, Matos Fernandes confirmou que “segundo o Governo espanhol, a obra está licenciada e tem condições para poder iniciar-se”. E anunciou que é desta que Portugal vai avançar com uma queixa em Bruxelas por não terem sido avaliados os impactos transfronteiriços do projeto em causa, como mandam as regras europeias. A queixa, prometida há três meses, deverá seguir para Bruxelas no início da próxima semana. “Em princípio na segunda-feira”, indicou Matos Fernandes aos jornalistas.

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