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“Soares foi perfeito e imperfeito. Foi ousado e cometeu imprudências. Foi fraterno e foi difícil”

marcos borga

Aprovação por unanimidade do voto de pesar e aplausos de pé em todas as bancadas encerraram a sessão de homenagem a Mário Soares que se realizou esta quarta-feira de tarde na Assembleia da República. Mas na recordação e elogio a um homem “frontal” e “imperfeito” ninguém escondeu as divergências que marcaram a sua relação com um homem que foi “um grande português”

Todas as bancadas parlamentares de pé e a esmagadora maioria dos deputados a bater palmas. Foi com este sublinhado que a Assembleia da República encerrou a sessão de evocação a Mário Soares, depois de ter sido aprovado por unanimidade o voto de pesar da AR pelo falecimento do antigo Presidente da República. As divergências partidárias e as imperfeições políticas de Soares foram recordadas amiúde durante a sessão. Mas no fim a união fez o reconhecimento.

“Viva o Presidente Mário Soares!”, tinha soltado minutos antes o presidente e líder parlamentar do PS, Carlos César, no encerramento do último dos discursos proferidos no Plenário da Assembleia da República. Era o fim de uma sessão de evocação que tinha durado cerca de uma hora, com praticamente todos os deputados presentes, galerias preenchidas e a presença da família de Soares - a filha Isabel, a cunhada e os netos na bancada, o filho, João, na pele de deputado, na bancada socialista.

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