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Os repentes do Furacão Liberdade

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Terceira de cinco histórias sobre a vida de Mário Soares. Hoje sobre a sua liberdade e o modo descontraído de fazer campanha. Desde a distração que o levou a quase beijar um cauteleiro, à imprecação acerca do sindicalista que lhe chamou todos os nomes, passando pelo desperdício da peixeira que lhe atirou com um peixe à cara ou pela confusão entre as diversas terras que se chamam Oliveira

Henrique Monteiro

Henrique Monteiro

Redator Principal

Há inúmeras histórias para contar. Mas há só uma constante: ele era um furacão político desconcertante e nunca se desconcertava. Tinha uma liberdade interior que o impedia de ser politicamente correto e que fazia corar homens contidos como Cavaco; analisava os outros com um humor que, porventura, hoje seria considerado excessivo, mas que para ele, que aprendera com os velhos, não tinha outro significado senão a piada.

“O senhor primeiro-ministro não se vai intrometer na vida sexual dos diplomatas, pois não?” – Perguntou ele uma vez a um atónito Cavaco Silva. E Cavaco, claro que não queria intrometer-se, apenas queria manter uma certa disciplina, talvez demasiado conventual para Soares. Mas este diálogo, que foi um dos primeiros não políticos entre os dois homens de Estado, marca bem a diferença entre eles.

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