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Governo português não executou nenhuma das ameaças sobre Almaraz

RISCO. Executivo espanhol autorizou construção de um aterro de resíduos nucleares junto ao rio Tejo sem avaliar impactos ambientais transfronteiriços, indiciando querer prolongar vida útil da central nuclear de Almaraz

tiago miranda

Portugal ainda está em “negociações diplomáticas” com Espanha. A anunciada queixa em Bruxelas contra Madrid por ter autorizado um armazém de resíduos nucleares junto ao Tejo sem ouvir Lisboa não foi elaborada até agora. E o ministro do Ambiente ainda não sabe se vai ou não reunir-se com a homóloga espanhola na próxima semana, apesar de ter dito que não “faz sentido” ir a tal reunião

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Mais de três meses depois de ter feito a primeira ameaça e mais de uma semana após a confirmação de que Madrid ignorou Lisboa e autorizou a construção de um aterro de resíduos nucleares em Almaraz, junto ao rio Tejo, e com potenciais impactos ambientais transfronteiriços, o Governo português continua sem apresentar qualquer queixa formal em Bruxelas.

Fonte do Ministério do Ambiente informa que o texto da referida queixa “está a ser trabalhado” e que se mantêm as negociações bilaterais. Porém, não esclarece se a reunião entre os ministros do Ambiente de Portugal e Espanha, marcada para 12 de janeiro, se mantém ou não na data prevista ou se será adiada, tendo em conta que há outros assuntos a tratar, nomeadamente a convenção que tutela a gestão dos rios ibéricos.

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